domingo, 27 de setembro de 2015
Sobre a mulher mais linda do mundo...
Lupita Nyong'o
Representatividade e Beleza
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| Foto de Erik Madigan Heck/New York magazine |
É inegável como é difícil para uma mulher negra passar pela
adolescência, com a falta de representatividade para com a mesma. Pois ela
sempre precisou se adaptar a um padrão
irrealizável de beleza, por exemplo, ao comprar cosméticos a variedade não é
das melhores, mesmo sendo elas o publico mais consumidor desses produtos.
A representatividade da mulher negra vem
ganhando muitas faces, conquistando um espaço em segmentos
importantes, desmistificando padrões e, portanto quebrando paradigmas.
Quando uma mulher negra ver uma semelhante em uma posição de destaque, é o mesmo que ver-se
representada por ela e refletida naquilo que ela representa.
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| Foto da revista BAZAAR |
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| Foto de Erik Madigan Heck/New York magazine |
Lupita se tornou em pouco tempo, umas das
celebridades mais requisitadas nos EUA; e com sua beleza que combina com as
exigências do mundo da moda, fez com que varias grifes á procurasse. A atriz escolhe cores
vibrantes, ousadas mostrando
que a mulher precisa saber como adaptara á roupa a si mesma, e não o contrário. As roupas devem exaltar o que já é belo nas formas femininas. É incrível o impacto da falta de representatividade nas jovens negras, especialmente por ser nesse período em que sua identidade está sendo formada, fazendo como que muitas reneguem suas raízes para se encaixar nos padrões quase impossíveis d mídia, odiando seus traços e acreditando fielmente que o seu natural é “errado”, e que a imagem carregadas de efeitos computadorizados da revista é o “certo”.
que a mulher precisa saber como adaptara á roupa a si mesma, e não o contrário. As roupas devem exaltar o que já é belo nas formas femininas. É incrível o impacto da falta de representatividade nas jovens negras, especialmente por ser nesse período em que sua identidade está sendo formada, fazendo como que muitas reneguem suas raízes para se encaixar nos padrões quase impossíveis d mídia, odiando seus traços e acreditando fielmente que o seu natural é “errado”, e que a imagem carregadas de efeitos computadorizados da revista é o “certo”.
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| Foto da revista BAZAAR |
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| VOGUE/Mikael Jansson |
Resenha Crítica do filme: 12 Anos de Escravidão
Marcas da Escravidão
Roteiro adaptado: Coube agravidade

Steve Mcqueen foi um famoso ator norte americano, o qual é lembrado por seus papéis em diversos filmes para a TV e Cinema, realizados nas décadas de 1950, 1960, 1970 e 1980.Mais lembrado por seus papéis em "The Great Escape" (1963), "Papillon" (1973), e uma série de outros filmes de ação. Apelidado de "The King of Cool". É considerado um dos maiores atores de todos os tempos.Em 1974, Steve Mcqueen se tornou o astro de cinema mais bem pago do mundo. Steve Mcqueen também é lembrado por dispensar o uso de "dublês" em seus filmes, pois ele mesmo realizava as cenas de ação.
McQueen começou fazendo diversos
papéis em séries de TV.
Entre 1958 e 1961 estrelou "Procurado Vivo ou Morto", série faroeste para a CBS, que rendeu noventa e quatro episódios.
Começou no cinema em um papel não creditado em "Somebody Up There Likes Me" - 1956, estrelado por Paul Newman.
McQueen continuou a se equilibrar entre o cinema e a TV até que tirou a sorte grande ao conseguir um dos principais papéis de " Sete Homens e um Destino" (The
Magnificent Seven, 1960), "Fugindo do Inferno", "O Canhoneiro de Yang-Tsé" entre
outros sucessos.
Entre 1958 e 1961 estrelou "Procurado Vivo ou Morto", série faroeste para a CBS, que rendeu noventa e quatro episódios.
Começou no cinema em um papel não creditado em "Somebody Up There Likes Me" - 1956, estrelado por Paul Newman.
McQueen continuou a se equilibrar entre o cinema e a TV até que tirou a sorte grande ao conseguir um dos principais papéis de "
Baseado numa história real, dirigido por Steve McQueen e indicado ao Oscar, ganhando na categoria de melhor filme de 2014, 12 Anos de Escravidão vem para mostrar até que ponto o ser humano é capaz de maltratar o próximo diante de uma ambição e o quanto o racismo continua fazendo vítimas.
Apesar de estarmos numa sociedade
muito avançada, tanto em termos tecnológicos quanto democráticos, infelizmente ainda
há um problema tão presente em nossa sociedade: o racismo, tendo em vista que
faz tanto tempo que ocorreu a abolição da escravatura. O filme “12 Anos de
Escravidão”, baseado no livro do próprio Solomon Northup, não é um filme fácil de ser assistido. Primeiro pelas fortes cenas e,depois,
por revelar o lado horrível do ser humano, capaz de subjugar, humilhar e
retirar do seu "próximo" o direito à vida e à dignidade.
Solomon é um negro liberto que mora com sua família no norte dos EUA. Ele
é um músico respeitado que vive com conforto e dignidade em sua cidade.
Solomon, crente de que iria ganhar mais dinheiro, é levado por parceiros de
trabalho para o sul do país, onde acaba sendo trapaceado e vendido como escravo. Mal sabia que a partir desse dia sua vida iria mudar da água para o vinho,
descobrindo o mais puro e cruel sentimento que possa existir num ser humano perante
o próximo.
Chegando lá, ele acaba sendo vendido juntamente com mais dois escravos para
o senhor
Ford,(Benedict
Cumberbatch), porém acolhedor e menos repressor. Assim foram se passando os
dias de Salomon, trabalhando dia e noite numa fazenda de cana de açúcar com
péssimas condições, no entanto não
possui prazer em torturar seus escravos, o mesmo demonstra um pouco de carinho
com Solomon, mas não deixa de tratá-lo como mercadoria, até então Salomon
começa a se mostrar muito habilidoso no seu trabalho sendo invejado por um capataz
branco que o trata de forma racista e com ódio, desencadeando uma briga na qual
nos deparamos com um escravo praticamente enforcado numa árvore, sobrevivendo
apenas arrastando os pés na lama, Solomon vai parar nas terras do senhor Edwin
Epps (Michael
Fassbender), um senhor
brutal que trata seus escravos com mãos de
ferro.
Logo Salomon começa a
trabalhar na lavoura de algodão, e todos os dias os sacos catados pelos escravos
eram pesados, e se fosse um peso abaixo da média o escravo era açoitado até que
melhorasse o seu desempenho, nisso ele conhece Patsey (Lupita
Nyong'o) a única mulher que conseguia ultrapassar a média de trabalho,
inclusive mesmo dos homens. Patsey uma escrava doce, porém cansada daquela
vida, almeja pela morte, o que se mostra uma cena em que a mesma pede Solomon
que a matasse já que ela não tinha coragem de suicidar-se. No entanto Edwin
Epps possuía uma relação de possessão e desejo com a escrava Patsey. Diante
desse fato ela sofria várias repressões e atos, e mais atos de violência feitos pela esposa do patrão. Ele também demonstra possuir um sentimento verdadeiro, ainda que
doentio pela da jovem, isso é mostrado de
forma clara nas duas cenas de sexo da produção. Em uma delas, na verdade, vemos
o estupro de uma escrava por seu mestre, que reforça de forma clara a ideia de
propriedade e de últimas consequências, em que não há desejo, há a busca por
uma válvula de escape, para em seguida se entregar ao desespero. Ao mesmo tempo
em que acorda os escravos para dançar para ele no meio da noite.
Exalando ódio e revolta, Edwin Epps, numa cena em
que ele procura pela casa toda por Patsey, pois sua mente doentia dizia que ela
estava se deitando com outro e manda açoitá- la, pelo simples motivo dela ter
indo numa fazenda vizinha pegar um pequeno pedaço de sabão para poder se lavar.
Sem dúvida nenhuma essa cena se encaixa no dito: uma imagem vale mais do que
mil palavras. Trata-se de uma sequência antológica que vai deixar muita gente
com a respiração presa e se revoltar e que merece ser assistido.
Referências:
https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0CAcQjRxqFQoTCMD5m_y4lcgCFYofkAod1R8Fqw&url=http%3A%2F%2Flivrosvamosdevoralos.blogspot.com%2F2015%2F06%2Flivro-x-filme-12-anos-de-
[1]
Graduanda do segundo semestre em Comunicação Social - Jornalismo e Multimeios,
pela Universidade do Estado da Bahia - Campus XXIII SEABRA.
domingo, 20 de setembro de 2015
Preta, você é bonita sim!
35ª Noite da Beleza Negra - Ilê Ayê. Foto: Sidney Rocharte (08/02/2014)
“Menina, alisa o cabelo!”. “Mas você vai sair
com essa roupa assim colorida?”. “Vixe, com esse turbante ta parecendo
Mãe-de-Santo...”. “Você não usa maquiagem, né? Não aparece na sua cor mesmo.”
Durante muito tempo era feio ser negra... nariz largo, cabelo duro...o bacana
era parecer branca, tentar ser branca a qualquer custo. Mulheres negras já
usaram das técnicas mais absurdas para alisar as madeixas e usar os penteados
dos cabelos lisos. O uso de pós e cremes para clarear a pele e até usar
pregadores de roupa para prender o nariz na tentativa de afiná-lo, também eram
recursos utilizados na tentativa de se adequar aos padrões de beleza branca
estabelecidos. Somente a partir dos anos 60 os movimentos negros passaram a
lutar pelo fortalecimento da cultura e também pelo reconhecimento da beleza negra,
encorajando negros e negras a assumirem suas origens, a usar seus cabelos naturais
e à mostra, bem como roupas com inspiração nos modelos e estampas africanas. Nos anos 80, em Salvador, até virou moda ser
preto. A cantora Daniela Mercury disse ser “a neguinha mais branquinha da Bahia”
e o cantor e compositor Gerônimo fez com que uma multidão gritasse convicta “Eu
Sou Negão” pelas ruas e avenidas da cidade. Então podemos dizer que “pronto,
não há mais preconceito, cada um pode ser e parecer com o que quiser” e todos
serão tratados igualitariamente, certo? Não, infelizmente não. A indústria
cosmética ainda é majoritariamente voltada para o público não negro. É curioso
ver nas prateleiras das perfumarias, farmácias e supermercados que apenas um cantinho
é destinado aos produtos ‘étnicos’, como se se tratassem de algo de uso
restrito a uma pequena e exótica minoria da população brasileira. Sempre surge
no mercado novidades em chapinhas e técnicas de alisamento capilar. Pode parecer bobagem, futilidade falar em
produtos de beleza diante de tantas outras dificuldades que a população negra
ainda tem que enfrentar nos dias de hoje, no entanto, a falta de interesse da
indústria em investir em produtos direcionados ao público negro mostra que
ainda não se dá a devida atenção a nós, apesar de sermos maioria populacional (segundo o Censo do IBGE de 2010 a
população que se declara preta e parda corresponde a 50,7% dos brasileiros). Como se a nossa aparência e bem estar fossem
menos importantes do que a aparência e bem estar de brancos, como se não
merecêssemos ser e estar bonitas e bem cuidadas. Ou talvez seja uma forma sutil
de continuar dizendo: “você é feia e não merece produtos feitos para você”.
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
O Lado Negro da Beleza
A luta por uma liberdade
Não é de hoje que vivemos em
uma sociedade cheia de preconceitos
para com a mulher negra. Ter cabelos lisos e sedosos são estereótipos de
beleza que já vem ocorrendo a longos anos, já que esse é um padrão de beleza
imposto pela mídia e a sociedade capitalista, pondo em jogo que o cabelo bom é
o cabelo liso e o poderoso é o louro.
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| Foto: Mumu Silva |
Você já parou para observar
nessas tais propagandas? Como elas são
bem feitas? O cabelo liso chega a ser tão liso ecom tanto brilho, que acaba
iludindo o público feminino inclusive o público negro.
Ressaltando que, para cada tipo de cabelo há
um produto especifico e não se faz propaganda com tanto glamour quando se trata
de propagandas para produtos direcionados ao cabelo crespo, uma vez que as
mulheres negras na maioria das vezes tem cabelo crespo e afro.
Ai vem a principal indagação
a respeito: por que não posso assumir meu cabelo crespo, será que é crime ter
cabelos crespos hoje? Na maioria das vezes as pessoas acabam tendo um tipo de
preconceito com o cabelo crespo, frases como: “lá vai à negra do cabelo duro”, “ah!
Você tá parecendo uma doida com esse seu cabelo ou se não” e esse seu cabelo ai
é promessa ou aposta!?.
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| Fonte: Blog Dona Giraffa |
Infelizmente esse tipo de
atitude racista e preconceituosa pode se dizer assim, acabam sendo mais frequentes
em pequenas cidades do interior, isso pela falta de comunicação ou conhecimento,
juntamente com mentes fechadas, isso vem se tornando um grande desafio a ser
enfrentado.
No entanto o papel e as lutas das mulheres
negras na sociedade é de fato um ato libertador que merece toda a nossa
atenção, admiração e respeito, visto que aos poucos a mesma está cada vez mais
se impondo, e lutando pela sua liberdade de expressão, ganhando cada dia mais
espaço na sociedade, que prestigiam mais sua beleza afro. De alguma forma o tal
padrão de beleza, ou seja, a beleza “lisa" acaba se tornando um poder
simbólico em que se tem um efeito invisível, mas que exercido de maneira
conjunta aos que não querem saber dos que estão sujeitos aos diversos tipos de
preconceitos, ou os mesmos que praticam esse tipo de discriminação.
Democracia Racial?? Aooonde...?
Quando, em 1933, Gilberto Freyre
publicou Casa Grande & Senzala, retratava as relações entre senhores e
escravos como pacífica, onde os senhores eram bons, cuidadosos e compreensivos
e os escravos aceitavam docilmente a posição de cativos. Nasce aí tese da democracia
racial baseada mais na visão pessoal de Freyre, nascido e criado em família
abastada pernambucana, do que em estudos sociológicos. Ele justificava a igualdade
inclusive pelas frequentes e comuns relações sexuais entres os senhores e suas
escravas, como se fossem relações consentidas e livres de violência.
As relações entre negros e
brancos no Brasil, apesar do longo período que durou o regime escravocrata, realmente
não foi caracterizada pelo mesmo tipo de segregação que houve (e há) nos
Estados Unidos. Após a abolição, negros e mestiços libertos tinham,
teoricamente, os mesmos direitos de brancos, no entanto, devido à falta de programas
sociais de inclusão, a vida livre foi bem diferente da igualdade anunciada,
foram libertos e deixados ‘ao Deus dará’. Sem terras para plantar muitos
correram para as zonas urbanas em busca de melhores chances, mas não
encontraram situação muito melhor, uma vez que os escravos das cidades foram
libertos da mesma maneira. Sem casa, acabaram se aglomerando da forma possível
dando origem às favelas. Sem emprego para lhes garantir subsistência restavam
atividades marginais: mendicância, furtos, roubos, prostituição. A população
negra e mestiça cresceu e obviamente os
problemas também e os poucos que conseguiram driblar esse destino eram exceção.
Então a realidade era (e ainda é) uma sociedade formada por negros pobres e
miseráveis e brancos ricos e remediados. Ainda hoje, apesar das ações
inclusivas dos últimos anos, ainda há diferença na escolaridade de negros e
brancos, nos salários, nas colocações profissionais. 127 anos após a abolição
da escravidão e 82 após Casa-Grande & Senzala ainda estamos procurando a
democracia racial.
Charge: Pestana
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
A Minoria das Minorias
Feminismo Negro
Foto de Pirkle Jones
A sociedade tem uma tendência de englobar as mulheres em uma única característica; o gênero. E assim entendendo que tenham os mesmos problemas e vontades. Entretanto as mulheres negras têm suas especificidades, e ao não dar uma atenção devida a determinado grupo fica inviável atender as urgências das mesmas. O feminismo negro, movimento protagonizado por mulheres negras, com o objetivo de promover e trazer visibilidade às suas pautas e reivindicar seus direitos, argumenta que o sexismo, a opressão de classe e o racismo são fenômenos ligados entre si; tendo em vista que suas demandas não eram entendidas pelos movimentos feministas que tinha sua face racista, preterindo as discussões de recorte racial e privilegiando as pautas que contemplavam somente as mulheres brancas.
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| Fonte: Clipping do dia GNN |
Apesar de tudo muitas feministas brancas têm uma visão ultrapassada em que pensam que o feminismo negro veio para dividir o movimento, contudo não entendem a importância das mesmas para o movimento em um todo; muitas vêm às negras feministas como vitimistas, as que vêm racismo em tudo e tendem ser silenciadas, por serem muito dramáticas, exageradas, ouvissem demais, entretanto o machismo contra a negra é mais cruel, mas certos grupos feministas chegam a desconsiderar esse fato. Pois não é difícil notar que a mulher negra, em uma sociedade desigual, racista e sexista, vivencia a opressão de um lugar bem distinto das demais mulheres.
terça-feira, 8 de setembro de 2015
Neide Candolina
Caetano Veloso
Preta chique, essa preta é bem linda
Essa preta é muito fina
Essa preta é toda a glória do brau
Preta preta, essa preta é correta
Essa preta é mesmo preta
É democrata social racial
Ela é modal
Tem um Gol que ela mesma comprou
Com o dinheiro que juntou
Ensinando português no Central
Salvador, isso é só Salvador
Sua suja Salvador
E ela nunca furou um sinal
Isso é legal
E eu e eu e eu sem ela
Nobreza brau, nobreza brau
Preta sã, ela é filha de Iansã
Ela é muito cidadã
Ela tem trabalho e tem carnaval
Elegante, ela é muito elegante
Ela é superelegante
Roupa Europa e pixaim Senegal
Transcendental
Liberdade, bairro da Liberdade
Palavra da liberdade
Ela é Neide Candolina total
E a cidade, a baía da cidade
A porcaria da cidade
Tem que reverter o quadro atual
Pra lhe ser igual
E eu e eu e eu sem ela
Nobreza brau, nobreza brau
Caetano Veloso
Preta chique, essa preta é bem linda
Essa preta é muito fina
Essa preta é toda a glória do brau
Preta preta, essa preta é correta
Essa preta é mesmo preta
É democrata social racial
Ela é modal
Tem um Gol que ela mesma comprou
Com o dinheiro que juntou
Ensinando português no Central
Salvador, isso é só Salvador
Sua suja Salvador
E ela nunca furou um sinal
Isso é legal
E eu e eu e eu sem ela
Nobreza brau, nobreza brau
Preta sã, ela é filha de Iansã
Ela é muito cidadã
Ela tem trabalho e tem carnaval
Elegante, ela é muito elegante
Ela é superelegante
Roupa Europa e pixaim Senegal
Transcendental
Liberdade, bairro da Liberdade
Palavra da liberdade
Ela é Neide Candolina total
E a cidade, a baía da cidade
A porcaria da cidade
Tem que reverter o quadro atual
Pra lhe ser igual
E eu e eu e eu sem ela
Nobreza brau, nobreza brau
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