Lupita Nyong'o
Representatividade e Beleza
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| Foto de Erik Madigan Heck/New York magazine |
É inegável como é difícil para uma mulher negra passar pela
adolescência, com a falta de representatividade para com a mesma. Pois ela
sempre precisou se adaptar a um padrão
irrealizável de beleza, por exemplo, ao comprar cosméticos a variedade não é
das melhores, mesmo sendo elas o publico mais consumidor desses produtos.
A representatividade da mulher negra vem
ganhando muitas faces, conquistando um espaço em segmentos
importantes, desmistificando padrões e, portanto quebrando paradigmas.
Quando uma mulher negra ver uma semelhante em uma posição de destaque, é o mesmo que ver-se
representada por ela e refletida naquilo que ela representa.
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| Foto da revista BAZAAR |
Em
2014 milhares de meninas negras ganharam um novo ícone para se espelhar, Lupita Nyong’o, nascida na Cidade do México naturalizada queniana,
vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante por sua atuação no filme “12 anos de escravidão”,
interpretando a escrava Patsey. Lupita
foi eleita a mulher mais bonita do mundo pela revista People, numa lista de 50
celebridades, fato esse que gerou muita polemica, pois de certa forma Lupita
quebrou barreiras, fazendo questionar de fato o que é beleza?
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| Foto de Erik Madigan Heck/New York magazine |
Lupita já confessou que nem sempre se achou
bonita, por associar a beleza com “pele clara e cabelos longos, esvoaçantes e
lisos,” “Subconscientemente você começa a gostar mais dessas coisas, do que
daquilo que você é”. Apesar de toda dificuldade de aceitação, Lupita teve Oprah
Winfrey como sua heroína, enquanto não encontrava seu espaço na sociedade, do
mesmo modo que ela é hoje em dia pra muitas jovens negras. Desse modo é fácil
ver como foi importante a representatividade e o empoderamento para a
auto-estema da atriz; "Ser sensual, eu acho, é alegrar-se com a força da vida,
da própria vida, e estar presente em tudo o que se faz, desde o esforço de amar
até o ato de repartir o pão" revelou a atriz.
Lupita se tornou em pouco tempo, umas das
celebridades mais requisitadas nos EUA; e com sua beleza que combina com as
exigências do mundo da moda, fez com que varias grifes á procurasse. A atriz escolhe cores
vibrantes, ousadas mostrando
que a mulher precisa
saber como adaptara á roupa a si mesma, e
não o contrário. As roupas devem exaltar o que já é belo nas formas femininas.
É incrível o impacto da falta de representatividade nas jovens negras,
especialmente por ser nesse período em que sua identidade está sendo formada,
fazendo como que muitas reneguem suas raízes para se encaixar nos padrões quase
impossíveis d mídia, odiando seus traços e acreditando fielmente que o seu
natural é “errado”, e que a imagem carregadas de efeitos computadorizados da revista é o “certo”.
E que se multipliquem mais e mais Lupitas, quebrando padrões se
tornando inspiração. Que possamos nos ver e sermos vistas pelo mundo exatamente
como somos, e que isso seja inserido na mídia, quanto na sociedade para que o
empoderamento e representatividade se tornem rotina.
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| Foto da revista BAZAAR |
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| VOGUE/Mikael Jansson |
Parabéns, Rose! Que exemplo de mulher para nós!!!
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