domingo, 27 de setembro de 2015

Sobre a mulher mais linda do mundo...

Lupita Nyong'o 

Representatividade e Beleza  


Foto de  Erik Madigan Heck/New York magazine    

      É inegável como é difícil para uma mulher negra passar pela adolescência, com a falta de representatividade para com a mesma. Pois ela sempre precisou se adaptar a um padrão irrealizável de beleza, por exemplo, ao comprar cosméticos a variedade não é das melhores, mesmo sendo elas o publico mais consumidor desses produtos.
A representatividade da mulher negra vem ganhando muitas faces, conquistando um espaço em segmentos importantes, desmistificando padrões e, portanto quebrando paradigmas.  Quando uma mulher negra ver uma semelhante  em uma posição de destaque, é o mesmo que ver-se representada por ela e refletida naquilo que ela representa.
Foto da revista BAZAAR
       Em 2014 milhares de meninas negras ganharam um novo ícone para se espelhar, Lupita Nyong’o, nascida na Cidade do México naturalizada queniana, vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante por sua atuação no filme  “12 anos de escravidão”, interpretando a escrava Patsey. Lupita foi eleita a mulher mais bonita do mundo pela revista  People, numa lista de 50 celebridades, fato esse que gerou muita polemica, pois de certa forma Lupita quebrou barreiras, fazendo questionar de fato o que é beleza?
Foto de Erik Madigan Heck/New York magazine
      Lupita já confessou que nem sempre se achou bonita, por associar a beleza com “pele clara e cabelos longos, esvoaçantes e lisos,” “Subconscientemente você começa a gostar mais dessas coisas, do que daquilo que você é”. Apesar de toda dificuldade de aceitação, Lupita teve Oprah Winfrey como sua heroína, enquanto não encontrava seu espaço na sociedade, do mesmo modo que ela é hoje em dia pra muitas jovens negras. Desse modo é fácil ver como foi importante a representatividade e o empoderamento para a auto-estema da atriz; "Ser sensual, eu acho, é alegrar-se com a força da vida, da própria vida, e estar presente em tudo o que se faz, desde o esforço de amar até o ato de repartir o pão" revelou a atriz.
      Lupita se tornou em pouco tempo, umas das celebridades mais requisitadas nos EUA; e com sua beleza que combina com as exigências do mundo da moda, fez com que varias grifes á procurasse. A atriz escolhe cores vibrantes, ousadas  mostrando
que a mulher precisa saber como adaptara á roupa a si mesma,  e não o contrário. As roupas devem exaltar o que já é belo nas formas femininas. É incrível o impacto da falta de representatividade nas jovens negras, especialmente por ser nesse período em que sua identidade está sendo formada, fazendo como que muitas reneguem suas raízes para se encaixar nos padrões quase impossíveis d mídia, odiando seus traços e acreditando fielmente que o seu natural é “errado”, e que a imagem carregadas de efeitos computadorizados da revista é o “certo”.
     E que se multipliquem mais e mais Lupitas, quebrando padrões se tornando inspiração. Que possamos nos ver e sermos vistas pelo mundo exatamente como somos, e que isso seja inserido na mídia, quanto na sociedade para que o empoderamento e representatividade se tornem rotina.


Foto da revista BAZAAR

VOGUE/Mikael Jansson

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