domingo, 27 de setembro de 2015

Resenha Crítica do filme: 12 Anos de Escravidão


Marcas da Escravidão  


Roteiro adaptado: Coube agravidade

Steve Mcqueen foi um famoso ator norte americano, o qual é lembrado por seus papéis em diversos filmes para a TV e Cinema, realizados nas décadas de 1950, 1960, 1970 e 1980.Mais lembrado por seus papéis em "The Great Escape" (1963), "Papillon" (1973), e uma série de outros filmes de ação. Apelidado de "The King of Cool". É considerado um dos maiores atores de todos os tempos.Em 1974, Steve Mcqueen se tornou o astro de cinema mais bem pago do mundo. Steve Mcqueen também é lembrado por dispensar o uso de "dublês" em seus filmes, pois ele mesmo realizava as cenas de ação.

McQueen começou fazendo diversos papéis em séries de TV.
Entre 1958 e 1961 estrelou "Procurado Vivo ou Morto", série faroeste para a CBS, que rendeu noventa e quatro episódios.
Começou no cinema em um papel não creditado em "Somebody Up There Likes Me" - 1956, estrelado por Paul Newman.
McQueen continuou a se equilibrar entre o cinema e a TV até que tirou a sorte grande ao conseguir um dos principais papéis de "Sete Homens e um Destino" (The Magnificent Seven, 1960), "Fugindo do Inferno", "O Canhoneiro de Yang-Tsé" entre outros sucessos.

 Solomon nascido livre  e residindo em Nova York, pai de família, em 1841 recebeu uma proposta de emprego como músico dentro de um circo itinerante e como a proposta era boa viajou até Washington para fechar o negócio, acabou sendo sequestrado e vendido como escravo aos Estados do Sul onde passou por vários donos até conseguir, por um milagre, enviar uma carta para sua família e amigos e ser resgatado… no qual se passaram 12 anos.
Baseado numa história real, dirigido por Steve McQueen e indicado ao Oscar, ganhando na categoria de melhor filme de 2014, 12 Anos de Escravidão vem para mostrar até que ponto o ser humano é capaz de maltratar o próximo  diante de uma ambição e o quanto o racismo continua fazendo vítimas.
Apesar de estarmos numa sociedade muito avançada, tanto em termos tecnológicos quanto democráticos, infelizmente ainda há um problema tão presente em nossa sociedade: o racismo, tendo em vista que faz tanto tempo que ocorreu a abolição da escravatura. O filme “12 Anos de Escravidão”, baseado no livro do próprio Solomon Northup,  não é um filme fácil de ser assistido. Primeiro pelas fortes cenas e,depois, por revelar o lado horrível do ser humano, capaz de subjugar, humilhar e retirar do seu "próximo" o direito à vida e à dignidade.
Solomon é um negro liberto que mora com sua família no norte dos EUA. Ele é um músico respeitado que vive com conforto e dignidade em sua cidade. Solomon, crente de que iria ganhar mais dinheiro, é levado por parceiros de trabalho para o sul do país, onde acaba sendo trapaceado e vendido como escravo. Mal sabia que a partir desse dia sua vida iria mudar da água para o vinho, descobrindo o mais puro e cruel sentimento que possa existir num ser humano perante o próximo.   
Chegando lá, ele acaba sendo vendido juntamente com mais dois escravos para o senhor Ford,(Benedict Cumberbatch), porém acolhedor e menos repressor. Assim foram se passando os dias de Salomon, trabalhando dia e noite numa fazenda de cana de açúcar com péssimas condições, no entanto  não possui prazer em torturar seus escravos, o mesmo demonstra um pouco de carinho com Solomon, mas não deixa de tratá-lo como mercadoria, até então Salomon começa a se mostrar muito habilidoso no seu trabalho sendo invejado por um capataz branco que o trata de forma racista e com ódio, desencadeando uma briga na qual nos deparamos com um escravo praticamente enforcado numa árvore, sobrevivendo apenas arrastando os pés na lama, Solomon vai parar nas terras do senhor Edwin Epps  (Michael Fassbender), um senhor
brutal que trata seus escravos com mãos de ferro.
Logo Salomon começa a
trabalhar na lavoura de algodão, e todos os dias os sacos catados pelos escravos eram pesados, e se fosse um peso abaixo da média o escravo era açoitado até que melhorasse o seu desempenho, nisso ele conhece Patsey (Lupita Nyong'o) a única mulher que conseguia ultrapassar a média de trabalho, inclusive mesmo dos homens. Patsey uma escrava doce, porém cansada daquela vida, almeja pela morte, o que se  mostra uma cena em que a mesma pede Solomon que a matasse já que ela não tinha coragem de suicidar-se. No entanto Edwin Epps possuía uma relação de possessão e desejo com a escrava Patsey. Diante desse fato ela sofria várias repressões e atos, e mais atos de violência feitos pela esposa do patrão. Ele também demonstra possuir um sentimento verdadeiro, ainda que doentio pela da jovem, isso é mostrado de forma clara nas duas cenas de sexo da produção. Em uma delas, na verdade, vemos o estupro de uma escrava por seu mestre, que reforça de forma clara a ideia de propriedade e de últimas consequências, em que não há desejo, há a busca por uma válvula de escape, para em seguida se entregar ao desespero. Ao mesmo tempo em que acorda os escravos para dançar para ele no meio da noite.
 Exalando ódio e revolta, Edwin Epps,  numa cena em que ele procura pela casa toda por Patsey, pois sua mente doentia dizia que ela estava se deitando com outro e manda açoitá- la, pelo simples motivo dela ter indo numa fazenda vizinha pegar um pequeno pedaço de sabão para poder se lavar. Sem dúvida nenhuma essa cena se encaixa no dito: uma imagem vale mais do que mil palavras. Trata-se de uma sequência antológica que vai deixar muita gente com a respiração presa e se revoltar e que merece ser assistido.









Referências:
https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0CAcQjRxqFQoTCMD5m_y4lcgCFYofkAod1R8Fqw&url=http%3A%2F%2Flivrosvamosdevoralos.blogspot.com%2F2015%2F06%2Flivro-x-filme-12-anos-de-




[1] Graduanda do segundo semestre em Comunicação Social - Jornalismo e Multimeios, pela Universidade do Estado da Bahia - Campus XXIII SEABRA.

Um comentário:

  1. Muito boa a escolha do filme, importantíssimo para o tema tratado no blog de vocês!!!

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